quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Memórias da minha juventude!


O meu Lar:

Mesmo que a chuva e o frio, não sejam impeditivos para saír de casa, o acender da lareira e o poder recostar-me no conforto da minha cozinha, apreciando o pinheiro e outros enfeites natalícios, vêm-me à memória gradas recordações dos Natais da minha infância e juventude e com essas recordações e felicidade, leva-me hoje a continuar seguir fielmente o legado deixado pelos meus pais.

Tal como eles, uns três dias antes a patroa começa a meter de molho as "postalhaças" do grosso bacalhau, sempre comprado por mim, e as mergulha num grande bidão, com àgua abundante e a muda várias vezes.

A dispensa é abastecida com reforços de farinha, ovos e açucar, que aguardam pelas rabanadas e aletria.

Perservo um ritual que vem do tempo dos meus visavós, conservando esta ceia bacalhoeira no dia 24 .

Continua com a roupa-velha, ao almoço do dia 25, para à noite continuar com as postas do Bacalhau assado na brasa, bem regado com azeite novo vindo directamente do engenho.

Este Natal tradicional representa para mim uma quadra de plena felicidade, contrastando com a tristeza que sentia, quando na Briosa tinha de me sujeitar a outros usos e costumes tradicionais de outras localidades.

É este o meu Natal, mas respeito o dos outros. Fala a sabedoria popular. Cada Terra com seu Uso, cada Roca com seu Fuso.

A todos desejo: UM FELIZ NATAL

Dia a Dia

Questão de caracter:

No lugar certo
Todos os tempos são difíceis, mas por razões que não podem ser controladas, porque é a lei da própria vida que as determina, situações há que se tornam dramáticas, se não for alguem disponbilizar-se e tomar inciativas para as minimizar.
Assim aconteceu com uma familia que por razões de doênça incurável, um homem trabalhador e de uma seriedade inquestionável, com um número de filhos ainda no verso desaparceu.
Prova cabal da sua seriedade, tendo tratado a casa do seu amigo Zé Fial, e quando já bastante doente fez as contas e tinha de lucro 10.000$00, virou-se para o Amigo e disse-lh que tinha ganho bastante e como tal queria fazer-lhe os anexos de graça. O que veio a cumprir.
Ficou a viúva sem o minímo sustento para os Filhos, o que só por si já era agrave, pior ficou ainda quando a Senhora também pereceu e ficaram as crianças sem pai nem mãe e zero rendimento.
As gentes de Oleiros já tinha em anos ídos debatido-se com idênticos problemas, onde a solidariedade foi uma realidade.
Juntou-se um grupo de pessoas, de entre os quais, o Máximino Magno, o Pegas, o Padre Aurélio e o Cunha, indiferentes às complicações que daí poderiam advir, pelo facto Cunha ser perseguido, não esitaram e meteram mãos à obra. Começaram a fazer peditórios e a fazer as compras ded bens essenciais, ouvi nmais tarde da boca dessas criançãs então já homens que o Cunha tinha sido um verdadeiro Pai.
Não surpreende, já que nas gentes de S. Paio de Oleiros era normal existir essa genorisidade.

Convivendo!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Presenças na Festa do Avante

Filho de Peixe sabe nadarNão deias peixe há tua companheira, mas antes ensina-a a pescar.
Indesmentivel este exemplo, é de um provérbio Chinês.
Filho de um combatente anti-fascista, seguiu os pergaminhos de seu Pai, não porque ele lhe o tivesse imposto, mas os exemplos do seu Progenitor não lhe deixaram dúvidas que a luta que ele tinha travado, estava certa e devia ter seguidores.
O Zé Maria, miúdo que vi crescer,ainda muito novo e que nas reuniões que tinham lugar em casa de seus Pais, sempre queria e tinha vontade e disponiblidade de estar presente e participar nos trabalhos que se desenvolviam, muito cedo começou a ser aceite a ouvir-nos nas reuniões.
O Zé era como o algodão.
Mais tarde conheci o Zé a namorar, aquela que viria a ser a sua cara metade, também pertencente a uma familia de irmãos que tinham essas tendências.
Com o enlace, a miliância dela começou a desenvolver-se de forma regular e consistente.
A Fotografia mostra uma verdade indesmentível, o Zé e a sua companheira, são mesmo um caso coeso, onde o Amor fortalece.
Mesmo tgendo as suas vidas vidas ocupadissímas pelo trabalho na fábrica e a exploração de um café, não se desviam de marcar presença nos grandes eventos do Partido, e serem presenças anauais na Festa do Avante.
São Comunistas assumidos e ligam as suas convicçoes aos actos. Sinto um enorme oorgulho e até alguma vaidade em poder contar com eles no meu vasto rol de Amigos.
Aproveito para lhe reconhecer a forma tão amorosa como guardam os àlbuns das fotos do camarada Cunha, que lhas confiou antes de nos deixar fisícamente.
Tiveram a gentileza de me deixarem dispôr delas, e as divulgar no meu Blogge.
Obrigados Camaradas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Viver em Liberdade!

Todos os anos neste dia eles renasciam depois de 1974

Foram muitos anos de luta e privações para verem chegado o 25 de Abril 74

Perseguidos pelo Fascismo

Voltar atrás no tempo


Fielzinho e Cunha segundo e terceiro a contar da esquerda para a direita
Bufos:
Termo que se usava para identificar aqueles trabalhavam com a PIDE,colaborando e dunciando todo e qualquer movimento contra o regime ditatorial de Salazar.
Não eram poucas as vezes que denúnciavam pessoas que nada tinham a ver com estas questões, mas´só o faziam por motivos meramente pessoais.
Mas mesmo quando eram denunciados passavam muitas das vezes por maus bocados. Por vezes chegavam mesmo a ser condenados, pois não lhes era permitido provar a sua inocência.
Noutros locais conheci outras pessoas que tinham sido injustiçadas.
BUFOS E A PIDE:-
Raramente falhavam nas escolhas, mas como não há regra sem excepção, assim parece ter acontecido com o antigo chefe da estação de S. Paio de Oleiros de seu nome Rui.
O ordenado de Chefe da estação rondaria os 1.500$00, o de Bufo cerca de 800$00, isto permitiu-lhe viver um avida desafogada e ao que se julga saber nunca terá denunciado ninguem, mesmo que tenha privado de pperto com o Cunha e algumas vezes lhe tenha dado pistas que estyavam a apertar o cerco. Ainda é ivo e reside ali para os lados da Maia e ainda há bem pouco reafirmou aquilo que sempre tinha dito de não ter denunciado ninguem, ao que se julga saber os anti-facistas de Oleiros, nunca tiveram qualquer tipo de informação que ele os tivesse denunciado.
Cunha e os Amigos
Eram amigos inseparáveis, mas o Maximino Magno nunca se manisfestou politicamente, contudo quando a Pide apertava o cerco ali pelas bandas de S. Paio de Oleiros, os informadores falavam para um familiar do Máximino que se desviasse do Cunha de contrário acabaria por ter problemas.
Se isso lhe era dito para que avisassem o Cunha é assunto que nunca foi clarificado, mas sabe-se que alguns desses informadors até tinham trabalhado em equipas de solidariedade com ele. Vivia em casa de seu Pai, várias vezes apercebeu-se de movimentos estranhos, pela frincha da Janela de seu pai, via ali a ramona carregar homens de S. Paio de Oleiros e que já vinham com gente lá dentro,vinda de outros locais.
Assim vários anti-facistas de S. Paio de Oleiros eram levados e interrogados. Um desses o Fielzinho, enquanto aguardava a sua vez foi metido na cela com um responsável do P.C.P. que o instruiu como deveria falar e quando a PIDE lhe perguntasse quem lhe tinha ensinado a dizer aquilo, que respondesse que tinha sido ele o Anastácio Ramos. Fielzinho cumpriu rigorosamente com o que ele lhe tinha dito e nunmca levou nem um bofetada, ao Contrários dos Castros e principalmente o Neca que foi fortemente agredido.
Numa dessas vezes em que esteve preso, Ramio Sá Clouto quando foi libertado e dado o que tinha sofrido na Prisão falou com a mulher e soltou todas as galinas Patos e passaros, dizendo que a prisão era horrrivel e como tal ninguem tinha o direit de prender o que quer que fosse injustamente.
O preso mais perigoso e a abater seria o Cunha e como tal meteramlhe um pano preto, que seria a marca visível para acabar com ele, seguia o seu destino, quando na passagem por o último PIDE ele lhe perguntou de onde era, aliás a mesma pergunata que fazia aos outros, Cunha respondeu que era de Oleiros, mandou-lhe tirar o pano e disse-lhe que era de Lourosa e que o safaria, mas que nunca mais o voltava a fazer. Acontece que assim se safou da sentença final.
Com a chegada do 25 de Abril. o Cunha ainda o procurou, se calhar para lhe agradecer, mas nunca chegou a saber quem era;  lt;<&l;<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<





Estar Solidário
Quando uma familia numerosa e parte dela ainda se encontra em idade de berço, perde o seu
progenitor. Fácilimaginar o que acontece. Se não houver solidariedade

É preciso dar exemplo
Sempre Presente




















Crianças na Festa do Avante!

Não há volta a dar-lhe

Há a preocupação com o bem estar das crianças

Na Quinta da Atalaia!

Avante Camarada Avante, junta a tua à nossa vozMãe e Filho em pleno repouso, viagem de S. Paio de Oleiros à Atalaia
Muitos pensam como vós . A Luta Continua

Que imenso orgulho devem sentir os seus antecessores.

Convicções, o Zé e o Jerónimo, dois Metalúrgicos

Unidos pelas convições e pelas profissões (metalurgia)

Camping!


domingo, 6 de dezembro de 2009

Vindo de Alenquer

Uma Mesa Portuguesa de certeza Homem de uma enorme partilha, difícil era não ser seu amigo
Preso Politíco
Todos aqueles que por compromissos inadiáveis não lhes foi possivel estarem presentes, a nossa Imprensa Regional, respectivamente os Jornais Terras da Feira e Correia da Feira com uma cobertura exemplar, permitiram que tenhamos podido saber que os mais destacados elementos que lutaram para que o 25 de Abril de 74 se tornasse possivel, não foram esquecidos.
Nesse dia num convívio com Amigos do Centro Recreativo e Cultural de Sebolido, oara comemorar esta data da Revolução dos Cravos organizei esta visita destino ao forte de Peniche, onde a Polícia Politíca de Salazar lá encarcerou quatro anos o Cunha.
Agora é Museu, aquilo que o anterior regime utilizou para ali encarcerar aqueles que se opunham ao seu regime opressor e ditatorial.
Durante mais de duas horas foi possivel conhecer as condições desumanas e as atrocidades que ali eram praticadas.
Muitos deles não resistiram á tortura, acabaram por ter fim trágico.
Está ali juntamente com o Tarrafal a história nefasta do Regime Fascista.
Também as marcas de Resistência e ficou provado que quando se luta por justas causas, a nossa força interior torna possivel ultrapassar todos as barreiras.
Convicções inabaláveis
No tempo de visita, foi uma constante recordar parte dos testemunhos que me tinhas feito, da tortura a que esteve sujeito e a desumanidade a que esteviram sujeitos.
Foram Cumpridos quatro anos em condições dramáticas, o único crime de que fos-te acusado, foi que eras comunista.
Sabiam que lhe seria comodo se ao saíres, optasses por deixar de lutar.
Era essa a lavagem que tentava conseguir fazer.
Mas continuas-te, sabias que a todo o momento corrias o risco de voltar novamente a ser preso, e que as condições seriam ainda muito mais desumanas.
Para ti a vida só tinha um sentido, o fim da exploração e opressão humana.
Em Tempo algum exitas-te em continuar a empenhar-te totalmente na luta e dedicares -te ainda mais á causa que cedo decidis-te ser o valor mais importante da tua vida.
Adoravas a tua Terra Natal, mas sabias que a continuar lá nnão estarias muito tempo sem voltar a caír nas garras deles.
Inclusivé a tua nova prisão, poderia custar-te pagar com a própria vida.
Sei que isso não te preocupava, porque a decisão de empenho na luta era irreversível.
Mas aconselhado pela organização do Partido a Migrar e passar á clandestinidade.
Acatas-te, mesmo que isso te tivesse causado uma dor profunda de sentimento, e antes de chegar a S. Paio de Oleiros, talvez por saudades a Alenquer, as curtas passagens, por outras terras, foi de curta duração.
Informado que em S. Paio de Oleiros existiam outros opositores ao Regime, vies-te de imediato para cá.
Inúmeras vezes me confidencias-te que Oleiros foi para ti o grande amor da sua vida,tendo sido, um amor á primeira vista.
Mesmo que tenhas sentido sido várias vezes perseguido,mas os anos do Presidio de Peniche ensinou-te a trabalhar de forma engenhosa. Co mestria conseguis-te iludir essa suspeita vigilância e não voltas-te a ser preso.
Quatro anos preso em Peniche
A tua acção foi preponderante e a tua sensibilidade, respeito e dignidade, com uma conduta irrepreensivel que rumou toda a tua vida, nunca escondendo a tua aderência e militância ao Partido Comunista Português, e mesmo nos tempos mais conturbados de perseguições e invênções caluniosas a quem militava, sem o minímo de respeito pelo seu passado e muitos deles tudo tinham dado sem nada pedir em troca.
Mas António Cunha granjeou o respeito das Gentes Oleirenses e de todos quantos que com ele privaram.
Começou a ser normal, os responsáveis de outras forças politícas, te procurarem em momentos de conflitualidade por saberem que eras homem de consenso,a tua respeitabilidade que todos nutriam por ti, tornava-se fácil o que parecia inultrapassável.
Nunca misturavas a tua filiação partidária, com a dignidade das pessoas, ou mesmo com os reais interesses e progresso da Freguesia.
Foi justa a evocação do teu nome como um baluarte de Resistente Anti-Fascista.
Partis-te fisicamente, mas o teu exemplo seguramente perdurará.
De entre outros, como Ramiro Sá Couto, O Prazeres, homem persistente, sempre leal e com entrega total ás suas convicções Ideológicas, o fim da opressão.
Com militância irrepreensivel, sempre esteve na luta, mesmo quando a sua avançada idade já o limitava.
Um outro exemplo marcante é o Fielzinho, como carinhosamente sempre foi tratado. Sempre disponivel e Solidário, sempre pronto a servir,nunca olhando a que partido pertenciam ou em quem votavam ou militavam, para ele o valor do ser humano estava acima de qualquer partidarite.
O Doutor e Poeta Oleirense teu intimo Amigo.
Ainda em Vida sabendo da Paixão do Fielzinho pela Poesia,um dia disse-lhe que não prometia datas, mas que haveria de tentar publicar os seus poemas.
Num trabalho moroso e notório, publicou-os. Assim prestou um valorioso trabalho, ao imortalizar este Vulto Oleirense.
No Seguimento; outros se recordam, como:- José Travanca, Júlio de Bento e Joaquim Castro.
Memórias vivas
Está de parabéns o Correio da Feira que no seu Número 5618 de 27 de Abril ao públicar uma entrevista de Joaquim Castro. Combatente que esteve preso 42 dias nas Celas da PIDE ( Polícia de Investigação e Defesa do Estado). A mesma que anos antes tinha assassinado em Nogueira da Regedoura o Doutor Antònio Carlos de Carvalho Ferreira Soares (DOUTRO PRATA " O MÉDICO DOS POBRES", com 14 tiros de Rajada de Metralhador).
Sujeito a interrogatórios desumanos.
Libertado e tendo a consciência que podedria de novo voltar a ser preso a todo o momento, não se desviou das suas convicções e a sua luta continuou.
Com o 25 de Abril a sua postura é um exmeplo a seguir. Em Tempo algum se alvorou em defensor absoluto. A sua actuação ponderada mas firme no cérrimo principio de defensor do ser humano, bem merece ser recordado como uma bandeira de homem que dedicou uma vida para que a sociedade seja mais justa, sem discriminação e opressão. Que a dignidade seja uma realidade existente em cada um de nós.
Filhos Limpos
Bendita Terra que tem filhos como estes e digo porquen todos vós a adoptas-te, mas para que não venha de novo a reimplantar-se um novo Regime Ditatorial, é necessário que se saiba que os 48 anos de Ditadura Fascista,foram de injustiças inqualificáveis.
Pelo que perpetuar a memória destes vultos é não só necessário como imprescindível.
Neste ano de 2009 terão lugar Eleições para formação de um novo Executivo.
Espera-se e deseja-se que mentes adormecidas acordem,que dispam as camisolas partidárias e prestem a justa homenagem que servirá como um alerta a estes Ilustres vultos Oleirenses.Que também servirá para dar a perceber à nossa Juventude ao real valor do ser Humano digno.
Que a cegueira não lhes venha a tirar discernimento,que olhem, e porque não seguirem o dignificante exemplo do Executivo de Nogueira, na justa e merecida homenagem e perpeturação de um Vulto que tombou às Balas assassinas disparadas por PIDES/DGS, a ordem emanada de Salazar.
Foi maravilhoso ter de passado mais estas horas a conviver com gente simples mas com um passado irrepreensivel, e que ao relatar o seu passado muito de humano recebemos.
Certo que ontem estive mais de 6 horas a escrever e como de costume ter-te a escassos metros, mas este mesmo artigo, nada tinha escrito. O computador resolveu pregar-me essa rasteira, mas quem porfia sempre alcança, e como tal cá estamos de novo a transmitir o quanto os admiramos e os que já partiram fisícamente, etejam onde estiverem certamente não os surpreenderá, porque sempre souberam que a sua vida e obra serão exemplos a seguir.
A melhor forma de Incentivar não é citando exemplos. Mas sim a única.

Confraternização

- Sei quanto gostavas de saborear uma boa pratada, principalmente quando estavas rodeado de amigos.O que fazias muitas vezes, já que contavas inúmeros verdeiros Amigos. Como Compadre, Amigo e Camarada não te posso esquecer nestes dias. Estejas onde estiveres,tu sabes que os amigos jamais te esquecerão. Tenho-me interrogado várias vezes porque continuam em S. Paio de Oleiros as mentes adormecidas, nãoi acredito que seja por questões politícas. Mas verdade que tardam em reconhecer os seus Vultos e assim a Vossa Vida e Obra tornada pública, muito contribuíria para que novos valores viessem a aparcer e evitaria que muitos se possam perder, por nunca lhes ter sido dado a conhecer que a Freguesia teve homens Valentesx e que foram cérrimos defensores de justas causas, mesmo que isso lhes tenha custado inclusiva a prisão e durante a maior parte do tempo das suas vidas serem perseguidos tenazmente por agentes da PIDE/DGS.

Mestre na Partilha

A Importância da tua presença Mais que comungar da mesma Ideologia , havia uma sã amizade
Recordando e orgulhando-me da tua presença no meu enlace matrimonial, realizado na Freguesia da Raiva em 3/10/1976

A viagem no Autocarro da Feirense Fretado para o efeito, partindo de Nogueira da Regedoura com todos os Convidados.
A tua pergunta na descida a pé, rumo à Igreja Matriz da Raiva onde a determinado momento me perguntas-te:- E se a Noiva não aparecer?!!!!
Respondi-te:-
Não te preocupes, o dinheiro que eu estabeleci para cada convidado, e que já recebi, seguramente dá para irmos comer a qualquer Restaurante. Não te preocupes que vai haver como tal a Festa.
Ma sapesar de bastante trazada, como é uso nessas coisas, ela lá apareceu.
Boda em casa do pai da Noiva, com carnes caseiras etc. que tu tanto apareciavas, começou 14 horas e durou até às 19horas. Hora a que o Autocarro partia de regresso com os convidas. Mas tu tinhas preparado uma brincadeira, se bem a pensas-te melhor a executas-te, e quando chegados a Nogueira ainda deu para ir ao nosso amigo Quim do Café Perola em S. Paio de Oleiros, (onde umas horas antes tinha feito a despedida de solteiro) comerem uma Punheta de Bacalhau, para passarem a mensagem que tinham passado fome. Isso Camarada representa o elo de lealdade seriedade e confiança. Aceitei e diverti-me com a vossa brincadeira.
Pois foi uma forma de arranjares uma tema para jamais ser esquecido nos anos posteriores. A um futuro Compadre isso não se fazia. (Sinceramente gostei e continuo a gostar da Brincadeira.

Merendar juntos era normal
É merecedora e quem aqui total cabimento aquando na Churrascada no Café Central de inúmeros Camaradas e foi acordado todos contar uma Anedota. A tua foi grande e comprida para não interromperesa paparoca. Então Cunha a Tua Anedota: Os meus Estavam Vivos e Morrearam de repente. Forma tempos maravilhosos de sã Camaradagem que a memória não deixa que se apaguem. Há já agora :- S. Paio de Oleiros tem um Centro de Trabalho. O teu desejo foi concretizado. outra novidade, é que o Camarada Fialzinho o Anthero Arranjou-lhe e já publicou há bastante o Livro dos Poemas que lhe tinha prometido que o faria. Estão espectaculares. estejas onde estiveres, acredita que seguiramente estás nos nossos corações.
Por tudo o que fizes-te .
O Povo não te esquece.

Música de Intervenção

Desde muito novo que Pinto de Oliveira era admirado pelo Cunha

Sendo um excelente interprete de música de intervenção, não o é menos de fado. Um excelente artista.

AS COMEMORAÇÕES DA PASSAGEM DE MAIS UM ANIVERSÁRIO DO DIA DA LIBERDADE EM OLEIROS
A Todos aqueles que por compromissos inadiáveis não lhes foi possivel estarem presentes, a nossa Imprensa Regional, respectivamente os Joranis Terras da Feira e Correia da Feira com uma cobertura exemplar, permitiram que tenhamos podido saber que os mais destacados elementos que lutaram para que o 25 de Abril de 74 fosse possivel, não foram esquecidos. Tive nesse dia um convívio com Amigos do Centro Recreativo e Cultural de Sebolido, convivio esse que tinha como destino principal Peniche. Como se tratava do dia da Liberdade o agora Museu,que o anterior regime utilizou para ali encarcerar aqueles que se opunham ao seu regime Opressor e Ditatorial. Durante mais de duas horas foi possivel conhecer as condições desumanas e as atrocidades que ali eram praticadas. Muitos deles não resistiram á tortura, acabaram por ter fim trágico. Está ali juntamente com o Tarrafal a história nefasta do Regime Fascista. Também as marcas de Resistência e ficou provado que quando se luta por justas causas, a nossa força interior torna possivel ultrapassar todos as barreiras. ANTÓNIO CUNHA UMM HOMEM DE CONVIÇÕES INABALÁVEIS, PRESO POLÍTICAMENTE 4 ANOS Nas cerca de duas horas de visita foi uma constante recordar parte dos testemunhos que me tinha feito, da tortura a que esteve sujeito e a desumanidade a que esteve sujeito. Cumpriu quatro anos em condições dramáticas, sabia que lhe seria comodo se ao saír,optasse por deixar de lutar. A continuar, sabia que a todo o momento corria o risco de voltar novamente preso e que as condições seriam ainda muito mais desumanas. Para ele a vida só tinha sentido, o fim da exploração e opressão humana. Em Tempo algum exitou em continuar a empenhar-se totalmente na luta e dedica-se ainda mais á causa que cedo abraçou. Adorava a sua Terra Natal, mas sabia que lá a continuar corria sérios riscos. Inclusivé a sua ousadia poderia custar-lhe pagar com a sua própria vida. Mas isso não o preocupava porque a decisão que tinha assumido era irreversivdel. É aconselhado pela organização do seu Partido, a Migrar e assim passar á Clandestinidade. Acatou e antes de chegar a S. Paio de Oleiros ainda que com curtas passagens, passou por outras terras. Informado que em S. Paio de Oleiros existiam outros opositores ao Regime veio para cá. Inúmeras vezes me confidenciou que Oleiros foi para si o grande amor da sua vida,tendo si mesmo um amor á primeira vista. Continuou aqui activo, e várias vezes se sentiu perseguido,mas os anos do Presidio de Peniche ensinou-lhe a trabalhar de forma engenhosa , assim conseguiu iludir essa suspeita vigilância e não voltou a ser preso. O 25 DE ABRIL NÃO O SURPREENDEU BEM COMO AOS OUTROS ANTI-FACISTAS. Passou a ter acção preponderante e a sua sensibilidade, respeito e dignidade, com umaz conduta irreprensivel que tinha rumado toda a sua vida, nunca escondendo a sua aderência e militância ao Partido Comunista Português e mesmo nos tempos mais conturbados de perseguições e invênções caluniosas a quem militava, sem o minímo de respeito pelo seu passado e muitos deles tudo tinham dado sem nada pedir em troca. Mas António Cunha granjeou o respeito das Gentes Oleirenses e de todos quantos que com ele conviveram. Começou a ser normal, os responsáveis de outras forças politrícas o procurarem em momentos de conflitualidade por saberem que era homem de consenso,a sua respeitabilidade que todos nutriam por ele tornavam fácil o que parecia inultrapassável. Nunca em Tempo algum, misturou a sua Filiação Paridária, com a dignidade das pessoas ou como os reais interesses e progresso da Freguesia. Foi justa a evocação do seu nome como um baluarte de Resistente Anti-Fascista. Partiu fisicamente, mas o seu exemplo será certamente o exemplo que perdurará. De entre outros, como Ramiro Sá Couto, O Prazeres, homem persistente, sempre leal e com entrega total ás suas convicções Ideológicas, o fim da opressão. Com uma militância irrepreensivel, sempre esteve na luta, mesmo quando a sua avançada idade já o limitava. Um outro exemplo marcantre é o Fielzinho, como carinhosamente sempre foi tratado. Sempre disponivel e Solidário, sempre pronto a servir,nunca olhando a que partido em quem votavam ou militavam, para ele o valor do ser humano estava acima de qualquer partidarite. O Doutor e Poeta Oleirense seu intimo Amigo. Ainda em Vida sabendo da Paixão do Fielzinho pela Poesia,um dia disse-lhe que não promedtia datas, mas que hav eria de tentar publicar os seus poenas. Num trabalho moroso e notório, publicou-os. Assim prestou um valorioso trabalho, ao imortalizar este Vulto Oleirense. No Seguimento; outros se recordam, como:- José Travanca, Júlio de Bento e Joaquim Castro. POUCOS JÁ SÃO AQUELES QUE FISICAMENTE CONITUAM ENTRE NÓS. MAS AINDA OS HÁ. Está de Parabéns o Correio da Feira que no seu Número 5618 de 27 de Abril ao públicar uma entrevista de Joaquim Castro. Combatente que esteve preso 42 dias nas Celas da PIDE ( Polícia de Invdetigação e Defesa do Estado). A mesma que anos antes tinha assassinado em Nogueira da Regedoura o Doutor Antònio Carlos de Carvalho Ferreira Soares (DOUTRO PRATA " O MÉDICO DOS POBRES", com 14 tiros de Rajada de Metralhador). Sujeito a interrogatótios desumanos. Libertado e tendo a consciência que podedria de novo voltar a ser preso a todo o momento, não se desviou das suas convicções e a sua luta continuou. Com o 25 de Abril a sua postura é um exmeplo a seguir. Em Tempo algum se alvorou em defensor absoluto. A sua actuação ponderada mas firme no cérrimo principio de defensor do ser humano, bem merece ser recordado como uma bandeira de homem que dedicou uma vida para que a sociedade seja mais justa, sem discriminação e opressão. Que a dignidade seja uma realidade existente em cada um de nós. BENDITA TERRA QUE TEM FILHOS DESTA PUREZA. Bendita Terra que tem Filhos como estes, mas para que não venha de novo a reimplantar-se um novo Regime Ditatorial, é necessário que se saiba que os 48 anos de Ditadura foram de injustiças inqualificáveis. Pelo que perpetuar a memória destes vultos é não só é necessária como imprescindível. Neste ano de 2009 terão lugar Eleição para formação de um novo Executivo. Espera-se e deseja-se que Mentes adormecidas acordem,que dispam as Camisolas Partidárias e Prestem a Justa Homenagem que servirá como um alerta a estes Ilustres Vultos Oleirenses. Quye a cegueira não lhes venha a tirar discernimento,que Olhem e porque não seguirem o dignificante Exemplo do Executivo de Nogueira na Justa e merecida homenagem e perpeturação de um Vulto Tombou com Bals assassinas disparadas por PIDES a Ordem Emanada de Salazar. AMIGO DOURO, foi maravilhoso ter de passado mais estas horas a conviver com gente simples mas com um passado irrepreensivel e que ao relatar o seu passado muito de humano recebemos. Certo que ontem estive mais de 6 horas a escrever e como de costume ter-te a escassos metros, mas este mesmo artigo, nada tinha escrito. O computador resolveu pregar-me essa rasteira, mas quem perfia sempre alcança e como tal cá estamos de novo a transmitir o quanto os admiramos e os que já partiram fisícamente, etejam onde estiverem certamente não os surpreendemos porque sempre souberam que a sua vida e obra serão exemplos a seguir. A Melhofrd forma de Incentivar não é citando Exemplos. Mas sim a Única.

Dedicação e Amor

Gratidão
Por obra do destino ou talvez não, pela primeira vez que vindo de férias da marinha e me deslocava para Nogueira da Regedoura, porque os meus Irmãos para aqui tinham vindo traballhar em fins de 1964, chegado a Espinho, apanhei o Vouguinha e desembarquei na estação de Sao Paio de Oleiros. Perguntei qual o caminho e assim pela primeira vez calcarreei um boa parte dela.
A partir de então e sempre que vinha de licênça, fazia por cá umas visitas.

Resistentes


Dedicou toda uma vida em defesa dos valores que acreditava, nem mesmo o avançar da idade o desmotivou . O Camarada Prazeres merece ser recordado, foi um cérrimo defensor da liberdade

Nascido em Alenquer


Nunca escondeu o amor que tinha à Terra que o viu nascer, tudo a que a ela se lhe ligasse, lhe despertava interesse. Recordava-a nos Postais Ilustrados que adquiria. Alenquer estava-lhe no Coração.

Gostava de si próprio


Se nunca abdicou de lutar por aquilo em que acreditava, o convívio com amigos era uma parte integrante da sua vida. Adorava conviver.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Momentos!

Recordações de um momento marcante na minha vida

Reconhecimento
Há quem por cinismo e falta de humildade o oculte, a mim nada me custa confessar publicamente, e reconhecer pessoas há, que em todas as fases difìceis da minha vida me apoiaram sempre, e sem as quais a minha luta muito difícilmente seria bem sucedida. Mais do que com palavras, a essa(s) pessoa(s) com a publicação destas fotografias, dou a conhecer com exemplo algumas delas.
Seriedade
O Cabeleireiro

Por Amor ao Amigo

Os meus compadres num momento marcante da minha vida
Exibindo a afilhada no dia do baptizado
Preservar a família e os laços familiares é a coisa mais importante da vida. Sem a família não somos nada, nem nada conseguimos. É essa a minha convicção e não vejo porque não haveria de dizê-lo assim, clara e frontalmente.

Declaração inicial!

A minha Ligação a esta hospitaleira terra
A minha ligação a esta terra faz com que me tenha decidido a abrir este blogue. Tudo aquilo que se relacione com S.Paio de Oleiros e eu considere relevante, será aqui publicado para conhecimento de todos.
Aproveitando o facto de estarmos em plena época natalícia, aqui vos deixo um postal ilustrado, com que me apresento, e que serve também para vos desejar um muito «Feliz Natal».