quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Memórias da minha juventude!


O meu Lar:

Mesmo que a chuva e o frio, não sejam impeditivos para saír de casa, o acender da lareira e o poder recostar-me no conforto da minha cozinha, apreciando o pinheiro e outros enfeites natalícios, vêm-me à memória gradas recordações dos Natais da minha infância e juventude e com essas recordações e felicidade, leva-me hoje a continuar seguir fielmente o legado deixado pelos meus pais.

Tal como eles, uns três dias antes a patroa começa a meter de molho as "postalhaças" do grosso bacalhau, sempre comprado por mim, e as mergulha num grande bidão, com àgua abundante e a muda várias vezes.

A dispensa é abastecida com reforços de farinha, ovos e açucar, que aguardam pelas rabanadas e aletria.

Perservo um ritual que vem do tempo dos meus visavós, conservando esta ceia bacalhoeira no dia 24 .

Continua com a roupa-velha, ao almoço do dia 25, para à noite continuar com as postas do Bacalhau assado na brasa, bem regado com azeite novo vindo directamente do engenho.

Este Natal tradicional representa para mim uma quadra de plena felicidade, contrastando com a tristeza que sentia, quando na Briosa tinha de me sujeitar a outros usos e costumes tradicionais de outras localidades.

É este o meu Natal, mas respeito o dos outros. Fala a sabedoria popular. Cada Terra com seu Uso, cada Roca com seu Fuso.

A todos desejo: UM FELIZ NATAL

Dia a Dia

Questão de caracter:

No lugar certo
Todos os tempos são difíceis, mas por razões que não podem ser controladas, porque é a lei da própria vida que as determina, situações há que se tornam dramáticas, se não for alguem disponbilizar-se e tomar inciativas para as minimizar.
Assim aconteceu com uma familia que por razões de doênça incurável, um homem trabalhador e de uma seriedade inquestionável, com um número de filhos ainda no verso desaparceu.
Prova cabal da sua seriedade, tendo tratado a casa do seu amigo Zé Fial, e quando já bastante doente fez as contas e tinha de lucro 10.000$00, virou-se para o Amigo e disse-lh que tinha ganho bastante e como tal queria fazer-lhe os anexos de graça. O que veio a cumprir.
Ficou a viúva sem o minímo sustento para os Filhos, o que só por si já era agrave, pior ficou ainda quando a Senhora também pereceu e ficaram as crianças sem pai nem mãe e zero rendimento.
As gentes de Oleiros já tinha em anos ídos debatido-se com idênticos problemas, onde a solidariedade foi uma realidade.
Juntou-se um grupo de pessoas, de entre os quais, o Máximino Magno, o Pegas, o Padre Aurélio e o Cunha, indiferentes às complicações que daí poderiam advir, pelo facto Cunha ser perseguido, não esitaram e meteram mãos à obra. Começaram a fazer peditórios e a fazer as compras ded bens essenciais, ouvi nmais tarde da boca dessas criançãs então já homens que o Cunha tinha sido um verdadeiro Pai.
Não surpreende, já que nas gentes de S. Paio de Oleiros era normal existir essa genorisidade.

Convivendo!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Presenças na Festa do Avante

Filho de Peixe sabe nadarNão deias peixe há tua companheira, mas antes ensina-a a pescar.
Indesmentivel este exemplo, é de um provérbio Chinês.
Filho de um combatente anti-fascista, seguiu os pergaminhos de seu Pai, não porque ele lhe o tivesse imposto, mas os exemplos do seu Progenitor não lhe deixaram dúvidas que a luta que ele tinha travado, estava certa e devia ter seguidores.
O Zé Maria, miúdo que vi crescer,ainda muito novo e que nas reuniões que tinham lugar em casa de seus Pais, sempre queria e tinha vontade e disponiblidade de estar presente e participar nos trabalhos que se desenvolviam, muito cedo começou a ser aceite a ouvir-nos nas reuniões.
O Zé era como o algodão.
Mais tarde conheci o Zé a namorar, aquela que viria a ser a sua cara metade, também pertencente a uma familia de irmãos que tinham essas tendências.
Com o enlace, a miliância dela começou a desenvolver-se de forma regular e consistente.
A Fotografia mostra uma verdade indesmentível, o Zé e a sua companheira, são mesmo um caso coeso, onde o Amor fortalece.
Mesmo tgendo as suas vidas vidas ocupadissímas pelo trabalho na fábrica e a exploração de um café, não se desviam de marcar presença nos grandes eventos do Partido, e serem presenças anauais na Festa do Avante.
São Comunistas assumidos e ligam as suas convicçoes aos actos. Sinto um enorme oorgulho e até alguma vaidade em poder contar com eles no meu vasto rol de Amigos.
Aproveito para lhe reconhecer a forma tão amorosa como guardam os àlbuns das fotos do camarada Cunha, que lhas confiou antes de nos deixar fisícamente.
Tiveram a gentileza de me deixarem dispôr delas, e as divulgar no meu Blogge.
Obrigados Camaradas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Viver em Liberdade!

Todos os anos neste dia eles renasciam depois de 1974

Foram muitos anos de luta e privações para verem chegado o 25 de Abril 74

Perseguidos pelo Fascismo

Voltar atrás no tempo


Fielzinho e Cunha segundo e terceiro a contar da esquerda para a direita
Bufos:
Termo que se usava para identificar aqueles trabalhavam com a PIDE,colaborando e dunciando todo e qualquer movimento contra o regime ditatorial de Salazar.
Não eram poucas as vezes que denúnciavam pessoas que nada tinham a ver com estas questões, mas´só o faziam por motivos meramente pessoais.
Mas mesmo quando eram denunciados passavam muitas das vezes por maus bocados. Por vezes chegavam mesmo a ser condenados, pois não lhes era permitido provar a sua inocência.
Noutros locais conheci outras pessoas que tinham sido injustiçadas.
BUFOS E A PIDE:-
Raramente falhavam nas escolhas, mas como não há regra sem excepção, assim parece ter acontecido com o antigo chefe da estação de S. Paio de Oleiros de seu nome Rui.
O ordenado de Chefe da estação rondaria os 1.500$00, o de Bufo cerca de 800$00, isto permitiu-lhe viver um avida desafogada e ao que se julga saber nunca terá denunciado ninguem, mesmo que tenha privado de pperto com o Cunha e algumas vezes lhe tenha dado pistas que estyavam a apertar o cerco. Ainda é ivo e reside ali para os lados da Maia e ainda há bem pouco reafirmou aquilo que sempre tinha dito de não ter denunciado ninguem, ao que se julga saber os anti-facistas de Oleiros, nunca tiveram qualquer tipo de informação que ele os tivesse denunciado.
Cunha e os Amigos
Eram amigos inseparáveis, mas o Maximino Magno nunca se manisfestou politicamente, contudo quando a Pide apertava o cerco ali pelas bandas de S. Paio de Oleiros, os informadores falavam para um familiar do Máximino que se desviasse do Cunha de contrário acabaria por ter problemas.
Se isso lhe era dito para que avisassem o Cunha é assunto que nunca foi clarificado, mas sabe-se que alguns desses informadors até tinham trabalhado em equipas de solidariedade com ele. Vivia em casa de seu Pai, várias vezes apercebeu-se de movimentos estranhos, pela frincha da Janela de seu pai, via ali a ramona carregar homens de S. Paio de Oleiros e que já vinham com gente lá dentro,vinda de outros locais.
Assim vários anti-facistas de S. Paio de Oleiros eram levados e interrogados. Um desses o Fielzinho, enquanto aguardava a sua vez foi metido na cela com um responsável do P.C.P. que o instruiu como deveria falar e quando a PIDE lhe perguntasse quem lhe tinha ensinado a dizer aquilo, que respondesse que tinha sido ele o Anastácio Ramos. Fielzinho cumpriu rigorosamente com o que ele lhe tinha dito e nunmca levou nem um bofetada, ao Contrários dos Castros e principalmente o Neca que foi fortemente agredido.
Numa dessas vezes em que esteve preso, Ramio Sá Clouto quando foi libertado e dado o que tinha sofrido na Prisão falou com a mulher e soltou todas as galinas Patos e passaros, dizendo que a prisão era horrrivel e como tal ninguem tinha o direit de prender o que quer que fosse injustamente.
O preso mais perigoso e a abater seria o Cunha e como tal meteramlhe um pano preto, que seria a marca visível para acabar com ele, seguia o seu destino, quando na passagem por o último PIDE ele lhe perguntou de onde era, aliás a mesma pergunata que fazia aos outros, Cunha respondeu que era de Oleiros, mandou-lhe tirar o pano e disse-lhe que era de Lourosa e que o safaria, mas que nunca mais o voltava a fazer. Acontece que assim se safou da sentença final.
Com a chegada do 25 de Abril. o Cunha ainda o procurou, se calhar para lhe agradecer, mas nunca chegou a saber quem era;  lt;<&l;<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<





Estar Solidário
Quando uma familia numerosa e parte dela ainda se encontra em idade de berço, perde o seu
progenitor. Fácilimaginar o que acontece. Se não houver solidariedade

É preciso dar exemplo
Sempre Presente